Visita de Fernanda Aoki ao Complexo Shunji Nishimura destaca legado da Jacto em Pompeia
A psicóloga Fernanda Aoki, mestre pela USP, escritora e fundadora do movimento Mulheres de Fé, realizou uma visita especial à Jacto e ao Complexo Shunji Nishimura, em Pompeia, interior de São Paulo.
A agenda foi marcada por conversas sobre família, identidade, educação, cultura organizacional, legado, inovação e desenvolvimento humano. Fernanda foi recebida pelo Dr. Jorge Nishimura, uma das lideranças ligadas à história da Jacto e à continuidade dos valores que sustentam as iniciativas sociais, educacionais e familiares da família Nishimura.
Encontro com Dr. Jorge Nishimura
Durante a visita, Dr. Jorge Nishimura apresentou a Fernanda um pouco do trabalho desenvolvido por instituições que têm como eixo central o fortalecimento das famílias, a formação humana e o desenvolvimento da comunidade.
Jorge Nishimura é reconhecido por sua atuação no Grupo Jacto, pela fundação da Universidade da Família no Brasil e por sua ligação com o Instituto de Desenvolvimento Familiar Chieko Nishimura, o IDF. Segundo a ADCE Brasil, ele é acionista e conselheiro do Grupo Jacto, presidente do IDF, membro do Conselho Curador da Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia, presidente do Conselho Municipal da Família de Pompeia e fundador da Universidade da Família.
A conversa abordou temas diretamente conectados ao trabalho de Fernanda Aoki: a importância da família como base para a formação emocional, moral e relacional das pessoas; os impactos da educação na construção de uma sociedade mais saudável; e o desejo de contribuir para que Pompeia se torne uma referência em qualidade de vida no interior paulista.
Entre os pontos apresentados, esteve a necessidade de olhar para indicadores que vão além do crescimento econômico. Segurança, educação, saúde emocional, vínculos familiares, oportunidades de trabalho, inovação, pertencimento comunitário e desenvolvimento das novas gerações fazem parte de uma visão mais ampla sobre o que significa construir uma cidade melhor para se viver.
IDF, Universidade da Família e fortalecimento das relações
Um dos temas centrais do encontro foi o trabalho do IDF — Instituto de Desenvolvimento Familiar Chieko Nishimura. A instituição atua com programas voltados à melhoria dos relacionamentos, comunicação, equilíbrio emocional, desenvolvimento pessoal, vida familiar e ambiente profissional. O próprio site do IDF apresenta depoimentos de participantes que relatam impactos dos cursos na comunicação, no equilíbrio emocional e na construção de relacionamentos mais saudáveis.
Essa pauta se conecta diretamente à atuação de Fernanda Aoki, que trabalha com temas como identidade, inteligência emocional, autoconhecimento, propósito, família e saúde mental.
Ao conhecer mais de perto as iniciativas apresentadas pelo Dr. Jorge, Fernanda pôde observar como o desenvolvimento humano pode ser trabalhado de maneira integrada: dentro da família, nas instituições de ensino, nas empresas e na própria cidade.
Tour pelo Complexo Shunji Nishimura
Após o encontro inicial, Fernanda realizou um tour pelo Complexo Shunji Nishimura, conhecendo espaços que fazem parte da história da Fundação e do legado construído a partir da trajetória da família Nishimura.
A visita passou pelo Colégio Shunji Nishimura, pelo CITAP — Centro de Inovação Tecnológica da Alta Paulista, pela Fatec Pompeia Shunji Nishimura, pela Escola SENAI Shunji Nishimura e pelo Museu Shunji Nishimura, onde está registrada parte da história do fundador, da família, da Fundação e do desenvolvimento da Jacto.
Mais do que uma estrutura educacional e tecnológica, o complexo revela uma visão de futuro sustentada por valores. Em cada espaço visitado, foi possível perceber como educação, inovação, trabalho e responsabilidade social se conectam a uma mesma raiz: formar pessoas preparadas para contribuir com a sociedade.
Colégio Shunji Nishimura: educação, autonomia e aprendizagem profunda
No Colégio Shunji Nishimura, Fernanda conheceu uma proposta educacional voltada ao desenvolvimento integral dos alunos. A Fundação informa que o colégio foi criado em 1988 e atende da educação infantil ao ensino médio. Em 2016, implantou o modelo pedagógico de Aprendizagem Profunda, inspirado na escola canadense Master’s Academy & College, de Calgary, com foco no desenvolvimento da autonomia, excelência acadêmica e capacidade de criar futuros que ainda não existem.
O site do colégio também destaca diferenciais como Aprendizagem Profunda, Sistema de Ensino Poliedro, Escola Familiarmente Responsável, atividades extracurriculares, Clube do Xadrez, laboratórios de Robótica e Ciências Naturais, salas multiuso, quadra coberta, portaria 24 horas e estrutura de 5.000 m².
Durante a visita, um dos ambientes que chamou atenção foi o espaço maker, onde os alunos são estimulados a aprender de forma prática. Nesse ambiente, eles podem experimentar, criar e construir com as próprias mãos, desenvolvendo projetos como dinossauros de madeira, árvores e outras produções que unem criatividade, raciocínio, autonomia e resolução de problemas.
Para Fernanda, esse contato com uma educação mais viva e prática reforça a importância de formar crianças e adolescentes não apenas para memorizar conteúdos, mas para desenvolver pensamento crítico, identidade, responsabilidade e capacidade de realização.
CITAP: inovação, tecnologia e desenvolvimento regional
Outro ponto importante da visita foi o CITAP — Centro de Inovação Tecnológica da Alta Paulista.
Criado pela Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia em Pompeia, o CITAP é um ambiente de inovação voltado a fomentar pesquisa, desenvolvimento, inovação e empreendedorismo tecnológico. Segundo a Fundação, o centro busca conectar academia, empresas e poder público, criando condições para novos negócios, transferência de tecnologia e qualificação de talentos.
A iniciativa também reforça a vocação de Pompeia como polo de inovação e indústria de base tecnológica. O CITAP conta com apoio de instituições como Grupo Jacto, SENAI-SP, Finep, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo e Município de Pompeia, além de atuar dentro de um ecossistema que conecta governo, academia, empresas e sociedade civil.
Para Fernanda, conhecer esse espaço ampliou a percepção sobre como inovação e desenvolvimento humano podem caminhar juntos. Afinal, tecnologia só se transforma em legado quando está a serviço das pessoas, das comunidades e das próximas gerações.
Fatec e SENAI: formação técnica, profissional e tecnológica
O complexo também reúne importantes instituições de formação técnica e superior, como a Fatec Pompeia Shunji Nishimura e a Escola SENAI Shunji Nishimura.
A Fundação informa que a Fatec Pompeia Shunji Nishimura foi implantada em 2010, em parceria com o Centro Paula Souza, e oferece cursos superiores voltados à tecnologia, agronegócio e inovação, como Mecanização em Agricultura de Precisão, Big Data no Agronegócio e, a partir de 2025, Tecnologia em Sistemas Inteligentes.
Já a Escola SENAI Shunji Nishimura foi criada a partir de convênio com o SENAI-SP e oferece cursos de aprendizagem industrial, cursos técnicos e formação continuada em áreas como automação, eletroeletrônica, gestão, logística, metalmecânica, metalurgia, segurança e tecnologia da informação.
Essas instituições reforçam o papel do complexo como um ambiente de formação de talentos. Da infância à educação profissional, do ensino técnico à inovação tecnológica, a proposta é criar caminhos para que pessoas sejam preparadas não apenas para o mercado, mas também para uma atuação mais consciente na sociedade.
Museu Shunji Nishimura: história, memória e legado
A visita ao Museu Shunji Nishimura permitiu a Fernanda conhecer mais sobre a história da família Nishimura, a chegada de Shunji Nishimura ao Brasil e o desenvolvimento da Jacto.
A Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia nasceu em 1979 a partir da visão de Shunji Nishimura, imigrante japonês que chegou ao Brasil e construiu, ao longo de sua trajetória, uma história marcada por trabalho, perseverança, empreendedorismo e valores humanos. Segundo a Fundação, o projeto surgiu como uma forma de deixar um legado ao país por meio da educação.
Essa dimensão histórica foi um dos pontos mais significativos da visita. Ao conhecer a trajetória de Shunji Nishimura, Fernanda pôde compreender que o complexo não nasceu apenas de uma estratégia institucional, mas de uma convicção profunda: transformar gratidão em contribuição concreta.
Esse sentimento aparece de forma prática na Fundação, no colégio, na formação profissional, nos projetos de inovação, nas iniciativas familiares e no desejo de contribuir para o desenvolvimento de Pompeia.
Uma visita sobre família, propósito e futuro
A presença de Fernanda Aoki no Complexo Shunji Nishimura reforça a importância de diálogos que unem saúde emocional, família, educação, inovação e responsabilidade social.
Em um tempo em que muito se fala sobre produtividade, performance e crescimento, a visita trouxe uma reflexão essencial: desenvolvimento verdadeiro começa nas pessoas. Ele se fortalece nas famílias, passa pela educação, ganha forma no trabalho e se expande quando empresas, instituições e comunidades assumem um compromisso com o futuro.
Para Fernanda, a experiência em Pompeia se conectou diretamente à sua missão de despertar pessoas para uma vida com mais identidade, consciência e propósito.
Entre a história da Jacto, o legado da família Nishimura, o trabalho do IDF, a atuação da Universidade da Família, a formação promovida pelo Colégio Shunji Nishimura, pela Fatec, pelo SENAI e o impulso tecnológico do CITAP, a visita revelou uma mesma mensagem: quando valores são cultivados com consistência, eles atravessam gerações e se transformam em legado.